Há personagens que entram em cena. Outros atravessam o tempo.
Quando o palhaço entra na Ciranda
Há noites em que o jardim parece reconhecer quem chega.
Na Ciranda Cósmica, entre luzes atravessando as árvores, música, fadas e personagens que surgem pelo caminho, uma figura conhecida volta a entrar em cena: Palhaço Rogério Oswaldo.
Ele chega trazendo consigo o espírito do circo — o improviso, o riso, a surpresa e aquela pequena desordem capaz de transformar um instante comum em alguma coisa extraordinária.
Mas desta vez o picadeiro é outro.
O chão é o jardim. As estrelas estão sobre a lona. As luzes desenham novos caminhos. E, quando a noite avança, o palhaço também encontra a música.
Porque na Ciranda ninguém permanece exatamente onde começou.


Uma vida em movimento
Palhaço, malabarista, mágico e autor de Circolândia, fez das praças, escolas, teatros e espaços circenses lugares de encontro. Entre claves, monociclos, mágicas e improvisos, construiu um personagem movido pela relação com o público, porque o espetáculo nunca acontece apenas diante de quem assiste, mas junto com quem está ali.
Essa trajetória se confunde com a própria história da Circolândia. Uma história que atravessou anos, personagens e diferentes formas de fazer circo, sem perder aquilo que sempre esteve no centro de tudo:
a alegria de reunir pessoas e fazê-las entrar na brincadeira.
Na Ciranda Cósmica, Rogério Oswaldo encontra mais uma maneira de conduzir o público: a música. Depois de tantos anos fazendo pessoas rirem, se surpreenderem e entrarem na brincadeira, ele agora transforma o jardim em pista e leva para o som a mesma inquietude que sempre carregou no picadeiro. Talvez seja esse o verdadeiro espírito de um palhaço: nunca deixar de brincar, experimentar e descobrir novos caminhos. O picadeiro virou jardim, o jardim virou pista, e o palhaço continua fazendo a roda girar.

