Long Set · Gipsy Music
Quando a noite encontra seu ritmo
Há um momento em que o jardim muda.
As luzes aparecem entre as árvores, os caminhos ganham outras cores e a noite começa a pedir movimento. É nesse instante que a música deixa de ser apenas trilha e passa a conduzir a experiência.
Na Ciranda Cósmica, Rica Amaral assume essa travessia com um long set criado para atravessar a noite.
Com a energia da Gipsy Music e uma seleção que mistura ritmos, culturas e atmosferas, sua música encontra o cenário do Best Garden para criar uma pista diferente: cercada pela natureza, iluminada entre árvores e habitada por encontros inesperados.
Não existe uma fronteira clara entre palco, jardim e público. A música se espalha pelo espaço enquanto fadas atravessam os caminhos, o fogo surge em movimento e personagens aparecem onde menos se espera.
É quando a Ciranda deixa de ser um lugar e começa a ser um estado de espírito.


Rica Amaral é um dos nomes pioneiros da cultura trance no Brasil. DJ e produtor, sua trajetória acompanha a própria formação da cena psicodélica brasileira desde os anos 1990. Em 1996, esteve na criação da XXXPerience, que se tornaria um dos eventos mais emblemáticos da música eletrônica no país.
Ao longo de décadas de pista, sua música atravessou fronteiras e diferentes atmosferas. Rica levou seus sets a festivais no Brasil e no exterior e construiu uma identidade que vai além do psytrance: do trance ao chill out, sua pesquisa sempre esteve ligada à experiência coletiva, à dança e à capacidade da música de reunir pessoas.
Mais do que uma sequência de faixas, seus sets carregam uma ideia que também está no coração da Ciranda Cósmica: a pista como lugar de encontro.
Do Supernatural à Ciranda
Essa história ganha um significado especial quando voltamos alguns anos no tempo.
No Picadeiro Artes do Circo, Rica Amaral esteve à frente do Supernatural, encontro em que a música eletrônica dialogava com outras linguagens, atmosferas e formas de ocupar a pista. E havia ali um som particularmente marcante: a Gipsy Music.
Entre o trance, o chill out e as sonoridades gipsy, a pista assumia outra dinâmica. A dança podia deixar de ser apenas individual para ganhar a forma da roda, da ciranda, do movimento compartilhado. Pessoas se aproximavam, os corpos acompanhavam a música e o encontro passava a fazer parte do próprio espetáculo.
É justamente essa memória que encontra um novo lugar na Ciranda Cósmica.
No Best Garden, em meio às árvores, às luzes, ao fogo e aos personagens que surgirão pelo caminho, Rica Amaral reencontra essa liberdade musical em um long set especialmente pensado para atravessar diferentes momentos da noite.
Trance, chill out e Gipsy Music voltam a compartilhar o mesmo território — agora dentro de um jardim transformado.
A roda que um dia se formou no Picadeiro volta a girar.
Uma nova volta da mesma ciranda
Há encontros que não precisam ser repetidos. Precisam ser reinventados.
A Ciranda Cósmica nasce desse espírito. Não pretende recriar o que passou, mas carregar adiante aquilo que permaneceu: a música que aproxima, a pista que deixa de ser apenas pista e a sensação de que, durante algumas horas, todos fazem parte de uma mesma experiência.
Na noite de 9 de outubro de 2026, Rica Amaral assume a pista do Best Garden para um long set em que passado e presente poderão se encontrar outra vez.
Sob as árvores, entre luz, fogo e encantamento, a música começa.
E a ciranda volta a girar.

